5 de setembro de 2026
Como trabalhar com arquitetos e arquitetos e decoradores
Um arquiteto não compra o produto e decide sobre ele em obras que valem muito mais do que uma venda. Ganha-se com utilidade e perde-se com insistência comercial.
Um arquiteto ou decorador não é um cliente
Um arquiteto não compra o produto e decide sobre ele em obras que valem muito mais do que uma venda isolada. Ganha-se com utilidade, com fiabilidade e com o tempo que lhe poupa, e perde-se com insistência comercial. É por isso que campanhas de publicidade quase não funcionam com este público.
O que um arquiteto precisa de si
Ficheiros que entram no projeto. Fichas técnicas completas, desenhos, texturas e ficheiros para os programas que usa. Quem tem isto pronto e acessível aparece nos cadernos de encargos com muito mais frequência.
Amostras entregues depressa. Uma amostra que chega em dois dias resolve uma decisão. A mesma amostra em duas semanas chega depois de o projeto ter seguido com outra coisa.
Uma pessoa que responde. Nome, telefone direto e resposta no próprio dia. Prescritores trabalham com prazos apertados e escolhem quem não os deixa à espera.
Comportamento real do material. O que acontece ao produto com humidade, com sol, com uso intenso, e onde já foi aplicado. Um arquiteto que especifica mal fica com o problema durante anos.
Coerência de preço. Se o valor que dá ao arquiteto for depois desfeito numa negociação direta com o dono da obra, perde o arquiteto ou decorador para sempre.
O que fazer para ser considerado
Comece por saber com quem já trabalha. Quase todos os showrooms têm três ou quatro arquitetos que aparecem repetidamente nas obras e nunca ninguém falou com eles fora do contexto de uma encomenda.
Depois, construa a área técnica. Uma secção do site com fichas, desenhos e ficheiros de projeto, organizada por produto e acessível sem preencher formulários. Cada barreira que puser é uma razão para o arquiteto usar o material de outro fornecedor.
Documente as obras onde o vosso material foi aplicado, com crédito ao autor do projeto. É a forma mais eficaz de agradecer a um arquiteto ou decorador e a que mais faz para conseguir o próximo.
Ofereça uma visita ao showroom fora de horas, para o arquiteto poder ver o material com calma e levar amostras. Vale mais do que qualquer email de apresentação.
O que não fazer
Chamadas frias a atelier, emails de apresentação em massa, brindes com o vosso logótipo, e pedir uma reunião sem ter nada de novo para mostrar. Nenhuma destas coisas resulta e todas gastam a paciência de quem tem prazos.
Como isto se mede
Registe a origem de cada obra. Quantas vieram por prescrição, de que ateliers, e qual o valor médio dessas obras comparado com as que vêm do cliente final. Sem esse registo é impossível saber se o trabalho com arquitetos e decoradores está a valer a pena, e a maioria dos showrooms não o faz.
É um trabalho de anos. As primeiras obras aparecem devagar e depois compõem, porque um arquiteto que confia num fornecedor volta a especificá-lo em quase todos os projetos seguintes.